Lançamento: Livro - Canção Romântica

No dia 21 de Março, às 18:30, no Museu Regional do Norte de Minas, será lançado o livro: "Canção Romântica – Intimidade, mediação e identidade na América Latina", da palestrante Profª. Drª. Martha Ulhôa, como parte da programação do VII SEMINÁRIO DE PESQUISA EM ARTES.
 
A seguir, maiores informações sobre a publicação:
 

O livro Canção Romântica – Intimidade, mediação e identidade na América Latina, organizado pelas Professoras Martha Ulhôa e Simone L. Pereira, foi produzido no Rio de Janeiro, pela Letra e Imagem Editora, sob o selo Fólio Digital, em 2016.

Segundo o musicólogo Samuel Araújo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na “orelha” do referido livro, é uma coletânea que reúne contribuições de estudiosos e estudiosos da canção romântica, que se comprometem com o estudo da música popular, rompendo com o desmerecimento dessa, em especial a canção, “enquanto objeto de análise acadêmica”.

Os autores enfrentam, com “competência e sofisticação [...] problemas considerados clássicos” na pesquisa acadêmica”, como a “diferenças de concepções de música e ruído, cultura versus mercado”, e problemas “emergentes”, citando, como exemplo, a “identidade e propriedade intelectual na era digital, crítica pós-colonial, construção de relações assimétricas de poder” (...), enfrentando “questões ligadas à delimitação do campo a ser coberto, desde o sonoro ao que seja culturalmente considerado seu entorno, e definições de estratégias de estudo à altura de sua complexidade”.

De acordo com a organizadora Martha Ulhôa, a coletânea comenta como boleros, filins e baladas, tais como "El triste" (José José), "Yo no nasci para amar" (Juan Gabriel), "Simplesmente amigos" (Ana Gabriel), "Vivir sin ti es posible" (Ricardo Arjona), "Maldita primavera" (Javiera y los Imposibles), "Detalhes" (Roberto Carlos) e "Contigo en la distancia" (César Portillo de la Luz), assumem os mais variados sentidos para as pessoas que se apropriam das canções e as fazem suas.

Com capítulos em português e espanhol, são discutidos a balada romântica no México nos 1970s e 1980s (Alejandro Madrid, México); os usos que as mulheres do fã-clube argentino do cantor guatemalteco Ricardo Arjona fazem de suas músicas (Carolina Spataro, Argentina); o resgate da balada no final da década de 1990 no Chile, por jovens de classe média, entre eles uma neta de Violeta Parra (Daniel Party, Chile); as narrativas de escuta do bolero elaboradas por imigrantes cubanos que vivem em São Paulo atualmente (Simone Luci Pereira, Brasil).

Um dos capítulos da organizadora e Profª. Martha Tupinambá de Ulhôa foi todo desenvolvido a partir de pesquisa realizada em Montes Claros, em diferentes épocas (1980s, 2000 e 2015).

No texto, intitulado “Ele canta lindamente as dores e amores: Gestualidade musical nas canções de Roberto Carlos”, há uma entrevista recente com uma fã do Rei, e cabe ressaltar a participação efetiva, na coleta de dados, de alunos da cidade em duas seções; a seção, intitulada “Música Romântica em Montes Claros” (p. 124), contou, na década de 1980, com a participação dos alunos do último ano do Curso de Licenciatura em Artes (da antiga FACEARTE). E a coleta de dados para a elaboração da sessão “Os Fãs do Rei” (p. 132) foi realizada em 2000, pelos alunos do Curso de Especialização em História da Artes, período em que a professora ministrou a disciplina História da Música (UNIMONTES).