Exposição - Hélio Brantes

Como parte da programação do VII SEMINÁRIO DE PESQUISA EM ARTES, acontecerá a exposição "Da tela de Algodão às Telas Virtuais: O Artista Plástico e as Possibilidades do Digital", do Prof. Ms. Hélio Brantes, no Museu Regional do Norte de Minas.

A exposição permanecerá em cartaz nos meses de março e abril. E sua visitação é gratuita.

O Prof. Ms. Hélio Brantes integrará mesa redonda sobre "Poéticas Artísticas" no dia 22 de março, às 8:30h, no Museu Regional do Norte de Minas, onde discustirá justamente a pesquisa que engendrou essa produção. Demais integrantes que irão compor a mesa serão o Prof. Dr. Paulo Henrique Dias, e a Profª. Ma. Maria Amélia Castilho Feitosa Callado, do Teatro e da Música respectivamente, que igualmente apresentarão suas mais recentes pesquisas.

A seguir, maiores informações sobre a exposição:

 

DA TELA DE ALGODÃO ÀS TELAS VIRTUAIS: O ARTISTA PLÁSTICO E AS POSSIBILIDADES DO DIGITAL: o paralelo entre a dissertação e a exposição

Prof. Ms. Hélio Renato Silva Brantes

Resultado da reconfiguração da cultura das massas e o hibridismo da cultura das mídias, vislumbram-se paralelamente conceitos como pós-moderno e pós-humano em previsões que descrevem a diluição da fronteira entre alta cultura e cultura de massa, num cenário que demonstra a culminância do avanço e a variedade de possibilidades das tecnologias de que fazemos uso e cada vez nos tornamos mais dependentes, muitas vezes de forma impactantes e outras vezes passam despercebidas.

 

A dissertação nos apresenta artistas e pesquisadores que retratam o envolvimento entre homens e máquinas, e sugerem como o corpo humano, em seus limites pode ser considerado obsoleto diante dos recursos da tecnologia. Como resultado acompanha a pesquisa um relato de cunho pessoal, o registro do trabalho de ateliê com as impressões sobre produção artística e uma série de telas que fazem parte da poética da pesquisa.

 

Nessa sociedade saem das sombras os ciberpunks dos guetos digitais, aos primitivos modernos, como aponta o corpus da pesquisa na teoria e na vida diária. Em muitos grupos intervenções no corpo são recorrentes através de procedimentos cirúrgicos e mesmo de ordem mais superficiais como tatuagens, piercings e argolas em seus corpos, determinantes de posturas e grupos sociais, associando–se também o uso de extensões tecnológicas como tablets, computadores e celulares.

 

São listados como resultado da interferência da ciência os corpos biocibernéticos ou pós-biológicos, como;  “o corpo protético”, um corpo ciborg, híbrido, o “corpo molecular” da bioengenharia e clonagem, “o corpo remodelado”, tanto em cirurgias como nas academias, “o corpo esquadrinhado” para diagnóstico,  “o corpo simulado” composto por algoritmos e números, “o corpo plugado” interfaceado no ciberespaço. Por imersão identificam-se: a “imersão por conexão”, quando o indivíduo fica plugado no computador e a mente navega por conexões hipertextuais e hipermidiáticas, “imersão através de avatares” em que o  cibernauta pode incorpora um avatar, como também a “telepresença” questões abordadas nas telas pintadas pelo autor do trabalho que formam a poética visual do trabalho.